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150º aniversário da Beata Maria do Divino Coração

No dia 8 de Setembro de 2013 completam-se cento e cinquenta anos sobre o nascimento da Condessa Maria Droste zu Vischering, a nossa Beata Maria do Divino Coração.

Sobram razões para celebrarmos e agradecermos ao Divino Coração a vida desta mulher que, numa simplicidade heroica, e ao jeito do Bom Pastor, deixou marcas na história do seu tempo e ainda hoje nos estimula a uma entrega incondicional ao Coração de Cristo.

Vamos pois, de 15 de Setembro de 2012 a 8 de Setembro de 2013, viver um ano de celebrações, para as quais iremos alertando a seu tempo.

A Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor vem, por este meio, convidar Vossa Excelência e sua família a participar na Sessão Solene de abertura das Celebrações do 150 aniversário de nascimento da Beata Maria do Divino Coração.

A Sessão ocorrerá no dia 15 de Setembro de 2012, na Casa Diocesana de Vilar com o seguinte programa:

- Abertura pelas 15h00
- Painel com a intervenção de:
. D. Manuel Clemente
. Dr. Pe. Dário Pedroso s.j.
. Dr. Pe. José Ricardo Rocha Dias
- Intervalo
- Eucaristia presidida pelo Sr. D. Manuel Clemente.

A sua presença será para nós gratificante.

http://www.bom-pastor.org/ - 13-9-2012

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Relíquias de D. Bosco

Relíquias de D. Bosco

Colocado por Administrador em 28/08/2012


Relíquias de D. Bosco

Relíquias de D. Bosco

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Ecos da Assembleia de Julho

No passado dia 15 de julho, realizou-se a última assembleia mensal deste ano pastoral e, como vem sendo hábito, começou logo pela manhã com cânticos de acolhimento seguindo-se a invocação do Espírito Santo. O assistente diocesano, Pe. José Magalhães começou por recordar, com base em Amós 5, 15 e ss, que ninguém é capaz de rezar a não ser pela graça do Espírito Santo; sem ela, apenas produziremos barulho e a nossa oração não chegará ao coração de Deus; introduzindo o tema que iria servir de base ao trabalho dos grupos, a partir de Mc 5, 24 e ss que relata a fé daquela mulher que, pensando consigo “se ao menos eu Lhe pudesse tocar”, discretamente se aproximou e tocou o manto de Jesus, ficando curada porque de Jesus saía uma força! Também de nós sai uma força que pode ser algo de bom ou de mau para os outros; de algumas pessoas essa força é de paz, afabilidade, alegria, de outras sai crispação, nervosismo, mau humor. O mesmo acontece com as famílias e até com os grupos do RCC; alguns geram amabilidade, acolhimento, simpatia, outros, porém, transmitem algum mal estar, ou falta de harmonia. Ao sermos chamados à Nova Evangelização, para a transmissão da Fé, foi-nos proposto refletir, em grupos de partilha, sobre 3 questões: 1ª O que é que nós mais deveríamos transmitir, deixar sair de nós? 2ª O que é mais fácil transmitir, hoje, na nossa sociedade? 3ª O que é mais difícil ou quase impossível transmitir? Os grupos foram bastante unânimes nas respostas, considerando a diversidade da faixa etária dos diversos elementos de cada grupo. Todos consideraram importante transmitir: paz, serenidade, alegria, amor, verdade, etc. É fácil transmitir aquilo que a sociedade quer ouvir. Mas sabemos que o amor tem uma linguagem universal e se o vivermos verdadeiramente, estaremos a transmiti-lo com naturalidade. Difícil é vivê-lo; a começar em casa com a família, no trabalho, na escola, etc. Nos grupos de oração o problema é o mesmo. As palavras de Jesus aos apóstolos são para nós hoje: “Pelo amor conhecerão que sois meus discípulos.” A manhã terminou com a apresentação dum pequeno filme, comentado pelo assistente diocesano e pelo coordenador nacional. Seguiu-se o almoço partilhado e um tempo de alegre convívio fraterno. Tendo refletido de manhã sobre as dificuldades de transmitir a fé e, sendo a Eucaristia o mistério central da nossa fé católica, demos conta que Jesus também deparou com essa dificuldade, pois quando fala da Eucaristia (Jo 6, 60-69) muitos dizem que é uma linguagem incompreensível “quem pode ouvir isto?” e a debandada é de tal ordem que Jesus pergunta aos próprios discípulos” vós também quereis ir embora?”. O mistério da Eucaristia suscitou ao longo dos tempos dúvidas que, por graça de Deus, foram algumas vezes, dissipadas com os chamados milagres eucarísticos; através da apresentação de um pequeno filme sobre a Eucaristia, pudemos conhecer algumas dessas manifestações do amor de Deus. Assim, devidamente documentados, pudemos viver mais intensamente a celebração da eucaristia e a adoração que se lhe seguiu. Comentando a primeira leitura do profeta Amós, que foi expulso e impedido de transmitir a mensagem de Deus que não era agradável mas dura e exigente, o celebrante lembrou-nos que, também hoje, a Palavra de Deus recebe muitas vezes a rejeição porque incomoda e denuncia; certamente também connosco acontece o mesmo, quando queremos falar em nome de Deus (é o que faz o profeta) e, tal como ele, posso dizer que é mais cómodo ficar em casa, ficar calado … mas sou impelido, o Senhor chamou-me para anunciar aquilo que precisa de ser anunciado, seja a quem for (na família, no trabalho, no lazer). De manhã refletíamos sobre as dificuldades de transmitir a verdade, os valores; a terminar um ano em que procuramos encher-nos de Deus, Ele envia-nos agora a anunciá-Lo. Nestes dois meses de férias, ressoe em nós esta obrigatoriedade: o Senhor chamou-nos aqui para nos enviar e, como Amós, dizemos “não posso calar”. Vamos, pois, para o mundo, anunciar o Seu amor, na simplicidade e no respeito pelo processo de cada um daqueles a quem Ele nos enviar. A Deus toda a honra e toda a glória!

M.A.A. - 25-7-2012

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Ecos da assembleia de Junho

No passado dia 10, realizou-se mais uma assembleia mensal. No mês do Sagrado Coração de Jesus, meditamos no que representa, na Sagrada Escritura, o coração; contrariamente à ideia corrente de que o coração é a sede dos afetos, do sentimento, o termo bíblico “coração” é muito mais do que isso: é o núcleo de todo o ser, designa a vontade, o desejo e o projeto de santidade. Nossa Senhora “guardava tudo no seu coração”, isto é, estava totalmente voltada para o que acabava de escutar, inteiramente focada na promessa que lhe havia sido feita. E isto nada tem a ver com sentimentalismo. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus representa Jesus voltado para a comunidade, é Jesus aberto aos homens para que eles possam entrar no dinamismo de Deus. Lembramos que esta devoção surgiu com Santa Margarida Maria Alacoque a qual, entre 1673 e 1675, recebeu muitas revelações de Jesus com o peito aberto, sendo a mensageira desta devoção. Não esqueçamos também uma grande apóstola desta devoção que viveu e morreu no Porto, a Irmã Maria do Divino Coração; ela escreveu ao Papa Leão XIII pedindo a consagração do género humano ao Sagrado Coração de Jesus e que ele concretizou. Foi, de seguida, projetado um pequeno filme sobre as 12 promessas do Coração de Jesus. Sentimos profundamente a necessidade de recentrar as nossas vidas em Jesus, colocando-O no centro das nossas decisões e das nossas atitudes. A tarde terminou com a eucaristia, mistério do Amor Infinito de Deus, tão bem simbolizado na imagem do Coração de Jesus. O celebrante, o nosso assistente diocesano, começou a homilia afirmando que a coisa mais bonita que Deus nos deu foi a capacidade de sonhar, esta capacidade que nos leva a ir mais além daquilo que somos e como é bom pensar que nunca chegaremos à reforma da nossa vida interior, procurando crescer sempre, ser melhor … mas há que ter cuidado pois podemos utilizar esta capacidade de sonhar para o bem ou para o mal … é a diferença entre o projeto de um santo ou dum Hitler. Adão e Eva também tiveram essa capacidade de sonhar e que sonharam? Ser como deuses. Não foram capazes de orientar a sua capacidade e projetos pelas normas do bem, da justiça e, assim, ficaram privados da paz, da bondade, do equilíbrio, da serenidade, da beleza – ficaram nus – e tiveram de se esconder. Quando não dominamos os projetos, também nós ficamos despidos, privados da presença de Deus. Sabendo isso, vamos pedir ao Senhor que os nossos projetos tenham a sua origem no Espírito Santo, que os nossos sonhos tenham a marca e o selo da Paz e da Graça em que fomos batizados e confirmados. Ámen.

M.A.A. - 27-6-2012

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Ecos da Assembleia de Maio

No passado dia 13 de Maio, realizou-se mais uma assembleia mensal. Foi uma assembleia diferente: o Grupo Juvenil da Paróquia de Gulpilhares representou para nós uma peça musical intitulada “Ele pagou por nós”, com texto e músicas da sua responsabilidade. Durante cerca de hora e meia, fomos motivados a maravilhar-nos com o Amor do nosso Deus e a interiorizar a nossa responsabilidade em não deixar cair no esquecimento esta belíssima história de amor, num mundo em que falar de Deus e da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus não é “politicamente correto” nem bem aceite pela maioria. A peça retratava precisamente uma situação, num futuro distante, mas que se adivinha pelos sinais que vamos vendo, em que já ninguém falava ou se lembrava de Jesus Cristo. A sinopse da peça dizia o seguinte: “É o ano de 2527. A tecnologia está no seu auge, mas a sociedade caminha lentamente numa direcção infértil de valores. Desistiram de amar a natureza, perderam as memórias espirituais, esqueceram a diferença entre Ser e Ter… Inesperadamente, um grupo de amigas sedentas de explorar passados esquecidos encontra, no meio de vários prédios desabitados, um teatro antigo, inactivo há mais de 400 anos! A sociedade desse milénio já nem sabe o que é um teatro… Este teatro guardava sossegadamente na memória a sua última estreia de 28 de Fevereiro de 2010: Ele pagou por nós. Esse espaço sombrio, outrora palco de sonhos e de vida, encontrava-se desgastado pelo tempo, mas tinha ainda vestígios do passado. Ao pisarem o palco, ao remexerem nos seus adereços, ao tentarem recordar aquela história, começam a dar vida aos momentos mais marcantes da Paixão de Cristo. E assim, numa pintura musical, vão trazendo ao seu tempo, a memória da mais bela história de amor de todos os tempos. No fim, os jovens deixaram-nos com essa interrogação pertinente e urgente, neste ano de 2012: “Será que vamos permitir que a mais bela história de amor de todos os tempos seja esquecida?”. Calou bem fundo nos nossos corações esta pergunta, fortalecendo a nossa vontade de deitarmos mãos à obra que o Senhor espera dos seus verdadeiros discípulos: levá-Lo aos outros, àqueles que andam confusos, esquecidos, auto-suficientes ou desesperados, mas sedentos da Verdade e do Amor. Bela mensagem de Fé e Esperança nos deixaram estes jovens. Bem hajam! A assembleia encerrou, como é habitual, com a Eucaristia, presidida pelo Sr. Dr. Marcelino, por impossibilidade do nosso assistente diocesano. A propósito dos textos proclamados, o celebrante lembrou que o estado normal do homem é amar a Deus e quando isso não acontece, surgem os problemas, as angústias, os medos, a falta de Esperança e de Paz. Sendo de Deus a iniciativa de vir ao nosso encontro, acolhamos, alegremente confiantes, o Seu Amor e procuremos deixá-lo fluir para os nossos irmãos.

M.A.A. - 3-6-2012

Colocado por Administrador em 03/06/2012


Ecos da Assembleia de Fevereiro

Realizou-se no dia 12, a nossa assembleia de fevereiro. Lembrando a primeira festa litúrgica do mês que faz memória da apresentação de Jesus no Templo de Jerusalém, foi lida a passagem do evangelho de S. Lucas que narra esse episódio da infância de Jesus. A exemplo de Maria e de José, os pais e avós foram convidados a fazer o mesmo, apresentando os filhos/netos presentes. Foram cerca de 30, as crianças e adolescentes que subiram ao palco, ficando sentados no chão enquanto todos louvavam com grande alegria o Senhor pelas suas vidas, tendo, depois, rezado por eles, do modo habitual, com imposição das mãos. De seguida, o assistente diocesano, convidou 2 casais de pais a rezar sobre os seus filhos, em representação de todos os pais presentes no auditório, o mesmo fazendo 2 casais de avós, sem netos presentes, mostrando, desse modo, como é importante que pais e avós continuem a rezar e a abençoar os seus filhos e netos no dia-a-dia. Dois jovens leram algumas mensagens dirigidas aos pais que cada criança foi, depois, entregar aos seus pais. Como é habitual, a festa encerrou com a eucaristia onde houve lugar a uma bela catequese sobre a consagração feita às crianças pelo celebrante. No momento do ofertório, um grupo de crianças levou ao altar as partículas que iam ser consagradas; colocadas à volta do altar, as crianças escutaram a explicação do que se ia passar no momento mais importante da celebração: através da imposição das mãos, o sacerdote pede a Jesus que transforme as hóstias no Seu corpo. Tendo permanecido junto do altar até ao abraço da paz, o celebrante, depois de as saudar, enviou-as a dar um beijinho aos pais, um beijinho de Jesus uma vez que tinham estado muito pertinho dEle no altar. Na homilia, meditando o evangelho, fomos exortados a que, seguindo o exemplo de Jesus que não teve medo de quebrar as regras da época, também nós vamos ao encontro de quem precisa, ouvindo, consolando, tocando. Como naquele tempo, também hoje há muitas pessoas sozinhas, cujas famílias não têm tempo, não têm paciência, não querem saber delas e que necessitam da nossa companhia e da nossa ternura.

(M.A.A.) - 6-3-2012

Colocado por Administrador em 06/03/2012


Ecos da Assembleia de Janeiro

Realizou-se no dia 8, a assembleia de janeiro que teve como tema “Bons administradores da graça – vocação à caridade”. Com a alegria habitual, saudamos os irmãos presentes; depois da invocação do Espírito Santo para que Ele, mestre da vida interior, viesse preparar os corações para acolher o ensinamento, o assistente diocesano começou por afirmar que qualquer pessoa, minimamente frequentadora da igreja e conhecedora da Bíblia, sabe que o mandamento maior é a caridade, o amor. Disse Jesus: “O que vos mando é que vos ameis uns aos outros” e deu uma medida “como Eu vos amei”. Assim, se alguém quiser saber até que ponto deve amar, tem em Jesus a medida: até à cruz, até ficar sem pinta de sangue! É o preceito a que ninguém pode fugir: ser cristão implica assumir a caridade como caminho, como forma de pensar, como forma de existir. E amar quem? Este meu amigo simpático e o outro que o não é, este que pensa como eu e o outro que não tem as mesmas opiniões; não escolhemos a quem amar … seria muito fácil. Não escolhemos os que hão de ser objeto da nossa caridade. E também não depende da nossa tendência natural, de ter bom coração; é, antes, uma exigência do ser cristão. E porquê? Porque, ao ser criado à imagem e semelhança de Deus, participo de um Amor por toda a criação e principalmente por aqueles que, como eu, foram criados à Sua imagem e semelhança. Recordemos Jesus: “O que fizeres ao mais pequenino dos meus irmãos …” e ao explicar quem é o próximo na parábola do bom samaritano, vemos que não podemos argumentar que andamos muito ocupados para fugir à nossa obrigação de exercer a caridade, de vivermos voltados para os outros. E talvez alguém já se tenha interrogado se Jesus não será muito severo, quando, na parábola dos talentos, tira o talento àquele que só tem um e o não perdeu, para dar ao que já tem dez. Mas reparemos que é o que acontece na vida real, ou somos bons administradores e investimos, ou perdemos tudo. Ficamos estéreis espiritualmente. Há muitos a quem o Senhor concedeu muitos dons, uma voz bonita, saber tocar um instrumento, consolar doentes, aconselhar … e não os exercem, correndo o risco de perder o dom. No início deste novo ano, em que o Senhor está a chamar cada um a exercer os dons para edificação do Seu corpo místico, oxalá possamos ouvir dEle “servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor”. O encontro terminou, como sempre, com a Eucaristia celebrada com a alegria e confiança de filhos amados de Deus; celebrava-se a Epifania, a manifestação de Deus que se dá a conhecer a todos. Na homilia, foi-nos lembrada a importância de andarmos de olhos levantados, contemplando o céu, em vez de vivermos de olhos voltados para a terra, deixando-nos submergir pelas coisas do mundo. Foi a diferença entre Herodes, virado para o ter e o poder, e os magos que, olhando o céu, viram algo de diferente e se puseram a caminho, deixando-se conduzir … para quê? Não para fazer negócio ou obter algo … mas para adorar. Não ficaram quietos como Herodes, agarrado ao seu poder; põem-se a caminho, pés assentes na terra mas olhos levantados em busca dum sonho. Quando perdemos esse sentido do sonho, quando pensamos Deus como alguém que é útil para satisfazer as nossas necessidades … Deus não é isto! Deus é Alguém que simplesmente deve ser adorado! Isaías diz-nos que muita gente continua nas trevas, a pensar que Deus não existe ou apenas interessa quando pode ser útil mas os magos afirmam que a Luz que se acendeu no Natal deve continuar a conduzir-nos pelos caminhos da vida. Com o coração iluminado e revigorado pela graça do Espírito Santo, procuremos levar essa Luz resplandecente aos nossos irmãos, exercendo os dons com que fomos agraciados e dando cumprimento ao mandamento do Senhor:”Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Ámen!

M.A.A. - 22-1-2012

Colocado por Administrador em 22/01/2012


Ecos da Assembleia de Janeiro

Realizou-se no dia 8, a assembleia de janeiro que teve como tema “Bons administradores da graça – vocação à caridade”. Com a alegria habitual, saudamos os irmãos presentes; depois da invocação do Espírito Santo para que Ele, mestre da vida interior, viesse preparar os corações para acolher o ensinamento, o assistente diocesano começou por afirmar que qualquer pessoa, minimamente frequentadora da igreja e conhecedora da Bíblia, sabe que o mandamento maior é a caridade, o amor. Disse Jesus: “O que vos mando é que vos ameis uns aos outros” e deu uma medida “como Eu vos amei”. Assim, se alguém quiser saber até que ponto deve amar, tem em Jesus a medida: até à cruz, até ficar sem pinta de sangue! É o preceito a que ninguém pode fugir: ser cristão implica assumir a caridade como caminho, como forma de pensar, como forma de existir. E amar quem? Este meu amigo simpático e o outro que o não é, este que pensa como eu e o outro que não tem as mesmas opiniões; não escolhemos a quem amar … seria muito fácil. Não escolhemos os que hão de ser objeto da nossa caridade. E também não depende da nossa tendência natural, de ter bom coração; é, antes, uma exigência do ser cristão. E porquê? Porque, ao ser criado à imagem e semelhança de Deus, participo de um Amor por toda a criação e principalmente por aqueles que, como eu, foram criados à Sua imagem e semelhança. Recordemos Jesus: “O que fizeres ao mais pequenino dos meus irmãos …” e ao explicar quem é o próximo na parábola do bom samaritano, vemos que não podemos argumentar que andamos muito ocupados para fugir à nossa obrigação de exercer a caridade, de vivermos voltados para os outros. E talvez alguém já se tenha interrogado se Jesus não será muito severo, quando, na parábola dos talentos, tira o talento àquele que só tem um e o não perdeu, para dar ao que já tem dez. Mas reparemos que é o que acontece na vida real, ou somos bons administradores e investimos, ou perdemos tudo. Ficamos estéreis espiritualmente. Há muitos a quem o Senhor concedeu muitos dons, uma voz bonita, saber tocar um instrumento, consolar doentes, aconselhar … e não os exercem, correndo o risco de perder o dom. No início deste novo ano, em que o Senhor está a chamar cada um a exercer os dons para edificação do Seu corpo místico, oxalá possamos ouvir dEle “servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor”. O encontro terminou, como sempre, com a Eucaristia celebrada com a alegria e confiança de filhos amados de Deus; celebrava-se a Epifania, a manifestação de Deus que se dá a conhecer a todos. Na homilia, foi-nos lembrada a importância de andarmos de olhos levantados, contemplando o céu, em vez de vivermos de olhos voltados para a terra, deixando-nos submergir pelas coisas do mundo. Foi a diferença entre Herodes, virado para o ter e o poder, e os magos que, olhando o céu, viram algo de diferente e se puseram a caminho, deixando-se conduzir … para quê? Não para fazer negócio ou obter algo … mas para adorar. Não ficaram quietos como Herodes, agarrado ao seu poder; põem-se a caminho, pés assentes na terra mas olhos levantados em busca dum sonho. Quando perdemos esse sentido do sonho, quando pensamos Deus como alguém que é útil para satisfazer as nossas necessidades … Deus não é isto! Deus é Alguém que simplesmente deve ser adorado! Isaías diz-nos que muita gente continua nas trevas, a pensar que Deus não existe ou apenas interessa quando pode ser útil mas os magos afirmam que a Luz que se acendeu no Natal deve continuar a conduzir-nos pelos caminhos da vida. Com o coração iluminado e revigorado pela graça do Espírito Santo, procuremos levar essa Luz resplandecente aos nossos irmãos, exercendo os dons com que fomos agraciados e dando cumprimento ao mandamento do Senhor:”Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Ámen!

M.A.A. - 22-1-2012

Colocado por Administrador em 22/01/2012


Ecos da Assembleia de Dezembro

No domingo, dia 11 de dezembro, realizou-se a habitual assembleia mensal. Muitos foram os casais que responderam ao convite para estarem presentes nesta assembleia dedicada à família. A introduzir, foi apresentado um tema de Carlos Paião que acompanhado de imagens muito bonitas e sugestivas, levou os casais presentes a recordar o início do seu matrimónio; o assistente diocesano, lembrou que a arte é o modo mais belo de exprimir a vida, desde logo, através da poesia e quando a esta se juntam a música e a imagem, então a mensagem adquire outra eficácia. Foi isso que aconteceu aqui, especialmente para os casais presentes que, na sequência do clima criado, se ofertaram um pequeno coração que servirá para, em situações de dificuldade, se lembrarem de que estão juntos em Deus e de que, juntos com Deus, vencerão. Foi bonito o louvor que alguns casais, em representação de todos, deixaram brotar dos seus corações. Seguidamente e retomando o costume de pedir a bênção, entretanto perdido e que seria bom reavivar, os casais abençoaram-se mutuamente. O encontro encerrou, como sempre, com a Eucaristia. Neste 3º domingo do Advento, o Evangelho punha à nossa frente a figura de João Batista, uma das três figuras que nos ajudam a viver este tempo de espera. João que, pela sua forma pouco habitual de viver, vestir, falar, levava as pessoas a perguntar “Quem és tu?” É também hoje a pergunta que a sociedade faz aos cristãos? Quando veem os verdadeiros cristãos a viver a sua fé, também perguntam “Quem és tu?” O que te faz, ao domingo, ir à missa em vez de ficares sossegado em casa ou porque vais uma vez por semana ao grupo de oração’ quem és tu que és fiel ao teu marido/esposa, que não reduzes a tua paternidade/maternidade ao mínimo, que acompanhas os teus pais idosos ou que gastas 1 hora a escutar alguém que precisa de conselho ou consolo … que vieste esta tarde aqui, em vez de ir ao cinema … Tal como escutamos em Isaías, também Ele me ungiu e me enviou; podemos então responder: sou testemunha de uma forma de ser e de estar no mundo. Independentemente da minha situação ou profissão, eu sou a imagem visível de Deus. João interpelava, atraía. A pergunta, nesta tarde, também é para cada um de nós “Quem és tu?” Oxalá cada um possa responder: sou um homem/mulher de Paz, de Esperança, de Alegria. Um Santo e Feliz Natal.

(M.A.A.) - 21-12-2011

Colocado por Administrador em 22/12/2011


Ecos da Assembleia de Novembro

No domingo, dia 13 de novembro, realizou-se a habitual assembleia mensal com o tema “Bons administradores de graça do Batismo-vocação ao apostolado”. Seguindo a dinâmica habitual, depois da invocação do Espírito Santo para que se derramasse abundantemente sobre todos os presentes, abrindo os corações à escuta e ao louvor, o assistente diocesano introduziu o tema, começando por ler excertos dos nºs 2 e 3 da carta apostólica “A Porta da Fé”, recentemente publicada e com a qual o Papa anuncia um Ano da Fé a ter início em Outubro de 2012: “… lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidencia sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” e “Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida”; recomendou, aliás, que toda a carta fosse lida e meditada em todos os grupos de oração. Disse ainda que, se o Evangelho é a Boa Notícia, ser cristão não deve ser um aborrecimento. Devemos redescobrir a alegria de ser cristão bem como o entusiasmo de o manifestar, sem preconceitos e respeitos humanos; lembremos que já os primeiros cristãos foram acusados de estarem embriagados tal era a sua alegria e o seu entusiasmo. Só assim seremos bons administradores da graça do Batismo. Como fazê-lo? Assumindo, com alegria, a nossa missão, na liturgia, na caridade, na evangelização, na oração mais intensa. Lembremos S. Paulo: “Ai de mim se não evangelizar!”(1 Co 9,16). Em face das dificuldades, somos muitas vezes tentados a desistir … mas será que rezamos? Jejuamos? Insistimos? O Apóstolo exorta: “Prega oportuna e inoportunamente”. Não desistir! Sejamos, pois, bons administradores da graça, sabendo que ela passa pelas nossas mãos. Seguiu-se um tempo de louvor, bendizendo a Deus pela Sua Bondade e Misericórdia pois, sendo Ele Omnisciente e Omnipotente, quer associar-nos à Sua obra de Salvação, E como coroa deste louvor, vivemos a grande oração de ação de graças, a Eucaristia, O evangelho, com a parábola dos talentos, confrontou-nos com a nossa atitude cristã; como vemos Deus? Como um juiz, pronto a castigar-nos se não cumprirmos os nossos “deveres” religiosos e, por medo, embora aborrecidos, vamo-los cumprindo ou como o Deus que nos foi revelado por Jesus Cristo: o Pai amoroso que a todos quer dar asas, que nos quer ver crescer, que nos empurra para fazermos o nosso percurso. Onde nos situamos? Naquele que vive a sua vida cristã, com medo, sempre a guardá-la, sem ousadia e que no fim nada mais tem para entregar ao seu Senhor ou como os outros que a fizeram frutificar. Deus não nos quer paralisados de medo, diminuídos; Deus quer-nos na nossa plena estatura de homens e mulheres capazes de sonhar, de projetar, de ir mais longe, até de correr riscos. Hoje há tanta gente paralisada de medo! Que o Senhor, que nos chamou aqui hoje, nos dê a ousadia de sonhar, de querer ir mais além, para, então, O ouvirmos dizer a cada um de nós: Entra na alegria do teu Senhor! Amen!

M.A.A. - 27-11-2011

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XXXII aniversário do Grupo Fermento é Esperança

Celebramos, na noite de 18 de Outubro, mais um aniversário do nosso grupo, em ambiente de grande alegria, louvor e ação de graças ao nosso Bom Deus por tantas maravilhas realizadas ao longo destes anos. A festa começou com o acolhimento de tantos irmãos, de outros grupos de oração e da paróquia de Paranhos, que quiseram associar-se a nós e continuou com o grande encontro com o Senhor Jesus, na Eucaristia celebrada pelo nosso querido assistente diocesano. Era dia de S. Lucas e ao meditarmos o seu evangelho, acolhemos, como dirigidas a nós, as palavras de Jesus: Ide como cordeiros para o meio de lobos. O celebrante lembrou que ser cristão não é fácil hoje, como não foi fácil a vida para Jesus ou para Paulo cujos companheiros, em face das dificuldades, se afastaram, ficando apenas Lucas. Tal como para Bento XVI, na sua recente viagem à Alemanha. Mas o Senhor continua hoje a desafiar-nos: ide, Eu vos envio … mas diz mais … sem bolsa ou alforge, isto é, sem a pretensão de estarmos seguros e imunes aos ataques. Ser cristão é orar, viver a nossa missão, sem medo, sem vergonha de proclamar aquilo em que cremos e ser portador de paz; que a nossa presença dê estabilidade, a nossa palavra arranque um sorriso, o nosso olhar serene um coração. O celebrante terminou recordando quanta paz o Senhor derramou nos irmãos do grupo aniversariante, curando corações e transformando vidas. Por isso, louvamos e bendissemos o Senhor, de todo o coração, na esperança comprometida de sermos fermento de paz no meio do mundo. Foram lembrados os irmãos que já partiram para casa do Pai e que ajudaram a edificar o grupo. A festa terminou com um alegre convívio entre todos. Ao Sr Pe. Martins, presente na nossa festa desde o início, agradecemos o carinho e apoio a que já nos habituou. Bem haja!

M.A.A. - 15-11-2011

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Ecos da Assembleia de Outubro

No domingo, dia 9 de Outubro, realizou-se a primeira assembleia do novo ano pastoral. O coordenador diocesano começou por dar as boas-vindas a todos os irmãos presentes, apresentando o tema geral que nos vai envolver durante este ano: BONS ADMINISTRADORES DA GRAÇA (2 Pe 4, 10). Deus, que nos criou sem precisar de nós, não nos salvará sem nós. Precisa da nossa liberdade, da nossa adesão ao seu projeto e só há liberdade onde há fé. Foi a vez do assistente diocesano dar também as boas-vindas, fazendo votos para que, em cada 2º domingo, todos os grupos de oração estejam representados, talvez nem sempre pelos mesmos, mas sempre por alguém do grupo. É que, frisou, esta assembleia precisa de todos; sem cada um de nós, ela não será a mesma coisa, pois cada um ocupa o seu lugar. E começa hoje esta caminhada sob a orientação do tema já referido, procurando tornarmo-nos bons administradores da graça de Deus; são várias as propostas constantes do plano de atividades que a equipa de serviço põe à disposição dos grupos de oração, ouvidas as sugestões dos respectivos coordenadores de núcleo. Depois de uma breve apresentação de duas atividades realizadas pelos jovens do RCC: a festa do seu 1º aniversário, no dia 15 de Agosto e a sua participação nas JMJ 2011 em Madrid, seguiu-se o desenvolvimento do tema específico desta assembleia “Bons administradores da graça do Batismo – vocação à santidade pelo assistente diocesano. Partindo duma frase escrita algures num muro desta cidade - Nascemos, trabalhamos, morremos - refletiu connosco que a vida dum cristão não pode resumir-se a isto: esperar a morte. Não pode ser esta a postura de gente de fé. Viver é saber administrar o dom da vida, nas suas quatro vertentes: física, intelectual, afetiva e espiritual. Vem agora a grande questão: como é que tenho estado a administrar a minha vida? Física: como cuido do meu corpo? como como ou bebo, como me divirto? Intelectual: procuro estar sempre a adquirir conhecimentos, procuro enriquecer-me, leio, reflito sobre as grandes causas ou reduzo-me ao nível da subsistência? Afetiva: como cuido dos meus afetos? Fomos criados para o amor e amar não é viver de paixões mas de amor verdadeiro. Amo mais e melhor do que há 20 anos? Sou capaz de orientar os meus afetos e não deixar que eles se dispersem por pessoas que não me ajudam nesta caminhada? Espiritual: como administro a graça do batismo que me torna candidato à santidade, a minha primeira vocação, qualquer que seja o meu estado de vida. Neste 1º encontro, é isto que tem de ficar bem claro: tenho obrigação de ser santo. Que nos nossos grupos de oração, no nosso trabalho, na nossa vida familiar, seja este o nosso objetivo: Fui chamado à santidade.

A Eucaristia encerrou este encontro, momento de graça e encontro íntimo com o Senhor de todas as graças. Na homilia, o celebrante lembrou-nos que o Senhor, na Sua infinita bondade para com todos, chama continuamente para a intimidade com Ele, oferecendo-nos um grande banquete de ótimos vinhos e manjares suculentos. Mas, desde Adão e Eva, a resposta da humanidade a esta oferta é muitas vezes ambígua, recusando participar na alegria oferecida e indo buscar a outro lado a felicidade e o banquete que Deus oferece, inclusivamente perseguindo os mensageiros como ainda há dias na Nicarágua onde foi assassinado um sacerdote e outros têm recebido mensagens intimidatórias: Calem-se ou matamos-vos. Terminou, recordando as palavras do Papa, na sua visita à Alemanha: “Onde há Deus, a humanidade tem futuro!. O Senhor tem o banquete preparado; Ele chama-nos, Ele convida. Como o mundo seria diferente se seguíssemos os caminhos que Deus nos propõe … Não esqueçamos: todos nós estamos chamados e convocados para a santidade.

M.A.A. - 26-10-2011

Colocado por Administrador em 26/10/2011