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PEREGRINAÇÃO À TERRA SANTA – 26 DE JULHO A 2 DE AGOSTO

Terminou no dia 2 de Agosto, a nossa viagem à terra de Jesus e de Maria … A imensa bondade de Deus Pai concedeu a 47 filhos a graça de percorrer os lugares santos tão familiares aos nossos ouvidos, quando nos nossos grupos rezamos a Palavra de Deus ou quando ela é proclamada na Eucaristia. De agora em diante, podemos sentir mais próximos os episódios bíblicos, podemos visualizar Jesus falando ao povo nas margens do Mar da Galileia, no Monte Tabor, no Monte das Oliveiras, situar Maria na gruta onde o Anjo Gabriel a visitou, na gruta onde teve o seu filho, etc

A peregrinação teve os seus percalços mas o Senhor enviou os Seus anjos para aplanar as dificuldades e todos os irmãos colaboraram em espírito de verdadeiro amor fraterno, procurando obedecer às orientações dos guias e do nosso assistente diocesano.

Começamos a nossa visita à Terra Santa da melhor maneira: com a eucaristia celebrada em Jaffa (Jope) onde recordamos o profeta Jonas que daí partiu para fugir ao que Deus lhe pedia, sendo engolido por um grande peixe(1Rs,3) ou onde S. Pedro ressuscitou Tabithá (Act. 9,36); o evangelho era a parábola do trigo e do joio e foi-nos feita a pergunta: que fruto acontece na nossa vida? Não argumentemos, se eu soubesse … Jesus diz: quem tem ouvidos, ouça. Assim, foi-nos aconselhado a que aproveitássemos estes dias de peregrinação como uma ajuda para aprofundar a nossa fé e para fazer crescer o trigo bom. Depois de Cesareia marítima, onde vimos um filme s/ a sua história desde a fundação até aos nossos dias, visitamos o Monte Carmelo (gruta do profeta Elias -1 Rs, 17-19), almoçamos em Haifa, com uma baía maravilhosa e S. João de Acre, cuja fortaleza, descoberta, por acaso em 1958, quando um garoto brincava, se encontra ainda 80% por desenterrar. O dia terminou em Nazaré onde jantamos e pernoitamos. No dia seguinte começamos com a eucaristia celebrada no Monte das Bem-Aventuranças; que lugar maravilhoso, com vista para o Mar da Galileia. Se quiseres voltar, Eu farei que voltes … também nós vamos dar a resposta com o salmo: sois o nosso refúgio, Senhor, no tempo da tribulação. Ainda, sempre junto do lago, visitamos a Igreja da multiplicação dos pães e dos peixes (Lc 9, 12-17), a Igreja do Primado de Pedro e as ruínas da cidade de Jesus (Cafarnaum – Lc 4, 31-42). A manhã terminou com um passeio de barco no Mar da Galileia, olhando os mesmos montes de há 2000 anos, a mesma paisagem que Jesus olhava; desta vez, Ele não dormia na barca, antes, sentíamos intensamente a Sua presença no meio de nós e assim o expressamos, cantando alegremente o louvor de Deus que nos proporcionava tão belos momentos. E como as emoções fazem fome, almoçamos junto ao lago o famoso peixe de S. Pedro … mas o que era mesmo bom era o pão! Fomos depois junto ao rio Jordão relembrar o baptismo de Jesus. No dia seguinte, ainda em Nazareth, cidade com população de maioria árabe, tivemos a eucaristia na Igreja de S. José onde se crê ter sido a casa e a oficina do pai adoptivo de Jesus e onde este terá vivido depois do regresso do Egipto até ao início da vida pública. “Todas as religiões pensam um Deus poderoso; só o cristianismo tem um Deus próximo, assumindo uma condição igual a nós. Acaz pediu um sinal e não compreendeu a resposta (Is 7,14) mas a promessa veio a realizar-se aqui a uns metros… Façamo-nos espiritualmente presentes nesse momento tão íntimo que ninguém presenciou ( “a força do Altíssimo, o Espírito Santo, virá sobre ti …”) e tentemos vivenciar a maravilha da resposta de Maria (“faça-se em mim segundo a Tua palavra”). Este diálogo marca um antes e um depois na História; Deus, face à resposta de Maria, encarna, torna-se carne humana. Adoremos! Agradeçamos esse momento em que começou a tua e a minha salvação!”

Fomos, depois, visitar a Basílica da Anunciação, construída sobre a gruta onde a tradição acredita ter tido lugar a anunciação do anjo a Nª Srª. É a 5ª basílica construída naquele lugar; a primeira data do ano 356 d.c., mandada construir pela mãe do imperador Constantino, Stª Helena, a qual, vinda de Constantinopla, dedicou a sua vida a identificar os lugares santos do cristianismo. A actual basílica data de 1969 e apresenta nas paredes laterais painéis com imagens de Maria, sob diversas invocações e oferecidos por inúmeros países, não faltando, claro, a nossa Senhora de Fátima. Virando para sul, a caminho da Judeia, paramos em Caná onde visitamos a igreja que lembra o primeiro milagre de Jesus, transformando a água em vinho; e numa lojinha em frente, fizemos um brinde com o actual vinho de Caná (Le chaim! –À vida!) Partimos então em direcção ao Mar Morto, passando pela Samaria até ao oásis de Jericó, onde almoçamos. Lembramos o episódio do Bom Samaritano e olhando o deserto que nos rodeava, foram-nos recordados os 40 dias de Jesus no deserto onde foi tentado pelo demónio (Mt 4, 1-11). Mais perto do Mar Morto, foi-nos contado como foram descobertos os manuscritos nas grutas de Qumran. Seguiu-se o banho de beleza (para alguns) nas águas do Mar Morto, com uma concentração de 34% de minerais e um calor sufocante. E regressamos ao deserto da Judeia, preparando a nossa subida a Jerusalém. Passamos ao lado de Betânia e fomos conduzidos ao monte Scorpius, local por onde os antigos peregrinos, no tempo de Jesus, entravam na cidade santa. Tinham uma primeira vista da cidade e, cheios de alegria, entoavam o salmo 122. É de facto uma sensação extraordinária! O guia foi-nos apontando o caminho seguido por Jesus naqueles últimos dias. Soube bem a chegada ao hotel, depois de um dia muito quente e cansativo. Também neste hotel (novo, moderno) havia muitos judeus religiosos com as suas famílias (muitas crianças como em Nazaré) de férias. Também no umbral direito da porta de cada quarto existia uma caixinha (mezuzah) que lembra a saída do Egipto do povo de Israel (Ex 12, 7) e que os judeus beijam antes de entrar.

No dia seguinte saímos cedo para Ein Karen, visitar a Igreja de S. João Baptista, construída no lugar onde se julga ter sido a casa de Zacarias e local de nascimento de S. João Baptista. Seguimos para Belém, na Palestina, razão por que tivemos de mudar de motorista e guia (os judeus não são lá bem-vindos). Após tirar a fotografia do grupo à entrada da Basílica da Natividade (outra do tempo de Sta. Helena), entramos no local do nascimento de Jesus, assinalado com a estrela e na gruta da manjedoura; seguidamente, a eucaristia de Natal numa capelinha no piso inferior da basílica, tendo no fim beijado uma linda imagem do Menino Jesus que nos tinha acompanhado durante toda a celebração. Depois do almoço em Belém e da compra de algumas lembranças, voltamos a atravessar a fronteira (a visão do muro a separar as duas comunidades lembrou-nos como é difícil a paz ali mesmo, onde nasceu o Príncipe da Paz).Como era cedo, ficamos no centro de Jerusalém, junto ao mercado, a fim de passear pelas ruelas e comprar algumas lembranças. Para não perturbar a celebração do sábado, o jantar foi cedo e depois fomos assistindo à preparação dessa celebração, vivida com muita seriedade pelas famílias judias presentes no hotel.

Com uma guia nova (Sónia), começamos a visita a Jerusalém no Monte das Oliveiras que descemos a pé; passamos primeiro pela Igreja do Dominus Flevit que recorda o lugar em que Jesus chorou pelo futuro da cidade santa (Lc 19,41-44) - daí  a forma arquitectónica da igreja (lágrima) e a janela por trás do altar, donde se avista Jerusalém; como parcela do povo de Deus, olhando Jerusalém, pedimos a Deus Todo-Poderoso a paz para esta terra. Continuamos a descida até ao Getsemani, onde existem oliveiras muito velhas, uma apenas talvez com mais de 2000 anos. Junto ao Horto visitamos a Basílica da Agonia, também designada Basílica das Nações para recordar que Jesus sofreu por toda a humanidade: a cor roxa dos vitrais ajuda a interiorizar e contemplar a dor infinita do Senhor e a Sua obediência filial para nossa salvação. Passamos pelo lugar( “à distância de um tiro de pedra”)onde os discípulos, Pedro, Tiago e João adormeceram (“Não pudestes vigiar comigo nem uma hora!”). Fomos depois visitar o “Túmulo da Virgem (segundo a Igreja Grega Ortodoxa) onde se encontra o belíssimo ícone de Nª Srª de Jerusalém e logo a seguir a Igreja da Dormição construída, no Monte Sião, no lugar onde, segundo a tradição latina, Nª Srª caiu no sono eterno. Em dia de Stº Inácio de Loyola, foi-nos recordada a vida deste santo, cavaleiro espanhol muito dado à leitura de romances de cavalaria, cujas aventuras sonhava imitar, mas que uma doença grave tornou impossíveis; enquanto convalescia entretinha-se lendo o que tinha à mão – bíblia e vidas de santos – e verificou que enquanto as aventuras não deixavam nada de duradouro, estas leituras iam modelando o seu interior e perguntava-se, ao ler as vidas dos santos: porque não eu? A frase da bíblia “sede santos como Deus é Santo ”interpelava-o sobremaneira. Façamos que esta peregrinação desperte em nós este desejo de ser santos. No Monte Sião, passamos pelo Cenáculo (sala de cima onde Jesus, com os seus discípulos celebrou a 1ª Eucaristia em 5ª feira santa) e vimos, através das grades, o Túmulo do Rei David. Depois do almoço num antigo cinema do bairro árabe, regressamos ao Monte das Oliveiras para o lugar da Ascensão do Senhor, descoberto por uma peregrina do século IV. Foi sendo reconstruída sucessivamente como mesquita e como cristã. Finalmente, no século XX, os muçulmanos construíram a mesquita ao lado, deixando o lugar como local sagrado. A Igreja do Pai-Nosso, começada a construir pelos bizantinos, sofreu vários ataques, foi recomeçada pelos cruzados mas não foi terminada; são visíveis as três fases de construção: a primeira, no exterior, depois a 2ª, dos cruzados e finalmente uma igreja terminada no ano 2000 e actualmente pertencente às carmelitas. Painéis de azulejo com o Pai-Nosso  escrito nos mais variados dialectos encontram-se nos muros das 1ª e 2ª igrejas. Junto ao painel com o Pai-Nosso escrito em aramaico e hebraico (tal como Jesus o ensinou) encontra-se a entrada para uma cova que arqueólogos descobriram ter sido habitada há 2000 anos e que poderá ter sido o lugar onde Jesus ensinou pela primeira vez aos discípulos (“Senhor, ensina-nos a rezar”Mt 6,9-13) esta oração. O dia esteve extraordinariamente quente e ansiávamos pela frescura do hotel mas, como ainda era cedo, aproveitamos para visitar o Muro das Lamentações e, na companhia dos nossos irmãos mais velhos na fé, rezar e deixar os papelinhos com as nossas intenções e aqueles que os irmãos que não puderam vir nos entregaram para aí colocar.
O penúltimo dia da peregrinação começou cedo com a visita à Igreja de Sta. Ana, no lugar onde seria a casa de S. Joaquim e Stª Ana e onde Maria nasceu. Junto à igreja encontram-se as ruínas da Piscina Probática de Betesda onde o paralítico foi curado. Dirigimo-nos então para o local de início da Via Sacra que foi feita com particular dificuldade pelas nossas irmãs doentes. As últimas cinco estações são já no interior da Igreja do Santo Sepulcro. Subimos ao local do Calvário onde junto da Cruz de vê a rocha fendida quando Jesus expirou (Mt ), ajoelhamos reverentemente junto da pedra onde deve ter sido depositado o corpo de Jesus depois de descido da cruz e seguimos para a fila de pessoas que desejavam entrar no local onde o sepultaram. Como se aproximava a hora da eucaristia, descemos para uma capela inferior onde nos reunimos para a última celebração. Foi-nos lembrado que não viemos para ver monumentos e paisagens, mas para ver Jesus, para sentir mais de perto a misericórdia de Deus encarnado e para sentir na terra em que Ele viveu. O que, ao longo dos séculos, milhares de pessoas viveram; até sangue derramado em Seu Nome, Ele que é o Príncipe da Paz. Momentos tristes de uma humanidade que não se entende … ao viajarmos para Belém (Palestina) sentimos bem a tensão entre os dois povos, ficamos chocados que alguém tenha sentido a necessidade de construir um muro para separar as pessoas … aproveitemos para pensar quantos muros também nós construímos. Não foi esta a humanidade saída das mãos poderosas e criadoras de Deus … e porque Deus não suporta que assim seja , chega ao extremo de não poupar o Seu próprio Filho: leva-O a tomar a condição humana (decaída) até ao caminho da cruz … Que chacota, que apupos deve ter ouvido … O nosso coração não deve ter mais nada a não ser agradecimento e louvor! Graças a Deus que viemos ao túmulo e, tal como Madalena, Pedro e João, não O vemos e dizemos que Ele está vivo, ressuscitou! E também para nós, embora sabendo que temos de passar pela morte, com Ele e o Seu Espírito  ressuscitaremos! Espiritualmente, em silêncio vamos perfumar o Seu corpo com a nossa ternura, o nosso arrependimento, comprometendo-nos a, com a Sua ajuda, aceder ao Seu pedido: “Sede perfeitos como o vosso Pai é perfeito!” Depois da eucaristia voltamos à fila para entrar no sepulcro onde nos recolhemos, adorando e agradecendo.  Junto do sepulcro, visitamos uma gruta que nos deu uma ideia do aspecto do local há 2000 anos. Depois do almoço num hotel instalado num kibutz, passamos novamente pelo Muro das Lamentações para tirar fotografias (no dia anterior era sábado) e visitamos o museu do holocausto; aquilo que conhecíamos de ouvir falar, estava ali bem documentado … diante dos nossos olhos chocados, interrogamo-nos como foi possível (e continua a ser) o ser humano tratar assim outros seres humanos … o memorial das crianças deixou-nos sem palavras … Depois de uma breve passagem pelo Parlamento e pelo Candelabro de sete braços (Menorah), dirigimo-nos para Telavive para jantar e ir para o aeroporto. Depois de um check-in mais rigoroso e demorado começamos a viagem de regresso a casa. Pouco sono e uma escala demorada em Bruxelas, eis-nos em casa, com o coração alegre e a alma cheia e, porque não dizê-lo, já com saudades de Jerusalém … e por isso, rezamos como o salmista, “Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém, fique presa a minha língua.”

Colocado por Adosinda Alves em 09/09/2010


Aniversário Grupo Mensageiro do Amor

No passado dia 22 de Agosto do corrente ano, o Grupo Mensageiro do Amor, Duas Igrejas, (Paredes) celebrou mais um aniversário. Iniciámos com o acolhimento, seguindo-se a eucaristia, presidida pelo Sr. Padre Marcelino, pároco desta paróquia e concelebrada pelo nosso Assistente Diocesano e outros sacerdotes. Terminada a Eucaristia, momento mais importante e enriquecedor para todos os que estiveram presentes, continuamos adorando o Santíssimo Sacramento. Pôde cada irmão estar em proximidade com o nosso amigo Jesus, aquele em que acreditamos. Foi tempo para dar graças e bendize-lo por tanto amor que derrama sobre todos nós. Juntos pudemos dar graças por este grupo de oração e terminámos o nosso dia de festa, com a partilha de um pequeno lanche convívio. (ver galeria)

Colocado por Administrador em 29/08/2010


Paz e Bem – Em dia de Aniversário

Era o dia seis do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando, ao início da noite, foram chegando irmãos, vindos de vários grupos, para dar graças ao Altíssimo por mais um aniversário do grupo PAZ E BEM. Ao terminar a acção de graças, a irmã mais presente do grupo, reconhecendo os grupos que estiveram na sua génese e também aqueles que aí tiveram a sua gestação, deu graças e bendisse a Deus. E sentiu-se que percorreu aquela assembleia um sentimento de bem-estar e de paz que só a presença de Jesus e do seu Espírito é capaz de dar. Tinha-se acabado de celebrar a Eucaristia e de receber a bênção do Senhor que a todos envolveu com a sua presença e amor.(ver galeria)

Colocado por Administrador em 07/08/2010


Ecos da Assembleia de Julho

Assembleia Mensal do Renovamento Carismático Católico Na Casa Diocesana de Vilar ocorreu no passado dia 18 de Julho a assembleia mensal que reuniu todos os grupos de oração do Renovamento Carismático Católico da diocese do Porto. Ao contrário do que tem sido habitual, este encontro serviu essencialmente para todos os membros dos grupos de oração fazerem uma pequena reflexão sobre alguns temas fundamentais da caminhada espiritual no seio do Renovamento Carismático, centrados quer na influência directa que o “Espírito Consolador” tem exercido em cada pessoa nas mais diversas facetas de intervenção na comunidade eclesial e laboral a que pertence (como catequista, coralista, leitor, acólito, sócio caritativo, grupos de jovens, empregador, trabalhador por conta de outrem, …), quer na repercussão positiva da renovação interior de cada um no círculo de agentes que encontram no seu percurso de vida (nos colegas de trabalho, nos outros membros da família, nos amigos, nos colaboradores, nos conhecidos, …) Traço comum a todos os irmãos foi a alegria com que afirmaram pertencer, por graça, a Cristo. Transformados por dentro e por fora, aceitam com naturalidade a certeza de que Jesus Cristo está verdadeiramente presente em todos os momentos das suas vidas. Para todos aqueles que já tinham realizado os seminários de Vida Nova no Espírito, a Efusão do Espírito Santo constituiu um momento marcante, desencadeando frutos cada vez mais abundantes, nomeadamente uma paz interior, uma confiança ilimitada em Deus, um crescimento interior na fé, na oração contínua, uma maior assiduidade à eucaristia e à participação no trabalho caritativo (v.g. nas visitas às cadeias, no amparo aos doentes nos hospitais, no acompanhamento de idosos nos lares, na partilha material com os mais necessitados, …) Esta consciência natural da capacidade transcendente do Espírito Santo em moldar o carácter agressivo e indiferente à Sua presença vivificante, tornando cada um individualmente considerado mais humilde, compreensivo e tolerante diante das vicissitudes da vida, é um sinal de que todos se deixaram vencer pela força do Espírito Santo. Enquanto mistério de paz, o Espírito Santo é a resposta para a inquietude e a insatisfação, o lugar por excelência onde todas as tormentas vão desaguar, onde todos podem encontrar a suavidade e a serenidade indispensáveis ao “repouso no Espírito”. Enquanto mistério de força e de poder, o Espírito Santo não deixa de ser o segredo da coragem e da audácia do crente. A relevância da presença nos grupos de oração do Renovamento Carismático foi sentida de modo particular, sendo considerados células vivas de oração, de louvor, de intimidade com Deus e de partilha de alegrias e problemas, veículos indispensáveis ao fortalecimento da fé e da união fraterna entre os irmãos no amor a Cristo. Conscientes de que o Espírito do Senhor habita em nós, brota a responsabilidade de sermos canais de graça para os outros. Tornou-se visível através de vários testemunhos, a realização de acções concretas em benefício da comunidade circundante, fazendo render os talentos que nos foram graciosamente, por vontade divina, confiados. Na verdade, imbuídos de um espírito de missão, a contribuição efectiva para a reconciliação dos irmãos, a intercessão pela resolução dos problemas do irmão que sofre, a humanidade presente numa palavra e no gesto amigo e a atitude algo desprendida pelos bens temporais fazem com que “os outros” nos vejam como pessoas realmente diferentes, se sintam bem connosco e nos acompanhem para onde vamos. Realçam como nós temos uma forma diferente de estar, de ser, de sentir, de nos relacionarmos, de ver e encarar a vida com os “olhos de Deus”, sem temor, confiantes de que somos filhos de Deus e de que, como disse o Apóstolo S. Paulo “o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza e intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,16-26).(António Ferreira)

Colocado por Adosinda Alves em 04/08/2010


17º Aniversário do Grupo Pedras Vivas - Coimbrões

No passado dia 30 de Junho, o Grupo Pedras Vivas, comemorou o seu 17º Aniversário na Igreja de Coimbrões. Esta encontrava-se repleta de pessoas que acolheram irmãos de outros Grupos de Oração. Foi uma enorme alegria receber nesta celebração irmãos que não conheciam o Renovamento Carismático. O ensinamento que podemos retirar desta celebração prende-se na reflexão da importância do louvor e da oração no Renovamento e na nossa vida quotidiana. Devemos ter a consciência de que é fundamental sermos “Pedras Vivas”, nas nossas atitudes e gestos, nas diversas situações da nossa vida. (ver galeria)

Colocado por Administrador em 21/07/2010


Ecos da Assembleia de Junho

No passado dia 13, realizou-se a habitual assembleia mensal do Renovamento Carismático Católico do Porto. Depois do cântico “Abre a porta do teu coração”, o assistente diocesano desafiou-nos a abrirmos a vida ao Senhor, deixando-nos tocar por Ele. A invocação do Espírito Santo deveria ser uma constante das nossas vidas: antes duma conversa séria, antes duma resolução a tomar, para que aquilo que disséssemos, não fosse o que pensássemos mas o que Ele quer que seja dito. Foi-nos recordado o tema geral deste ano “POVO SACERDOTAL EM MISSÃO” seguindo o desejo do Santo Padre que quis que a maior parte deste ano fosse Ano Sacerdotal, tendo sido encerrado em Roma no dia 11, dia da solenidade do Sagrado Coração de Jesus; na nossa diocese, o nosso bispo presidiu à eucaristia de encerramento na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Ermesinde, onde repousam os restos mortais da Beata Irmã Maria do Divino Coração, estando presentes muitos sacerdotes que, diante do bispo, renovaram as suas promessas de consagração. Depois de, ao longo do ano, termos meditado nos sacramentos e nas virtudes teologais, tivemos, como último tema, o TESTEMUNHO. Onde estaria a humanidade se aquilo que cada um sabe ou descobre não fosse comunicado aos outros? Por certo no tempo das cavernas. O Papa Paulo VI dizia que se ouvem mais as testemunhas do que os mestres e que, se se ouvem os mestres, é porque eles são testemunhas. A experiência religiosa é algo de decisivo; descobrir o sentido da vida, quem é Deus, porque e para que vivo, quem sou e como continuarei a existir. Em Jo 1, 35-36, vemos como João Baptista, que tinha feito uma experiência decisiva para ele, não pode calar esta notícia e teve de a transmitir aos outros. Se nós descobrimos algo de importante, temos de o testemunhar; não podemos deixar de o comunicar, sem nos envergonharmos. Faz alguma confusão ver a condescendência que os crentes têm para com aqueles que com eles vivem, seguindo outros caminhos … Fico satisfeito se salvo a minha alma e o meu marido ou os meus filhos caminham para a condenação? Posso viver tranquilo se este ou aquele familiar perdeu a fé? Insiste oportuna e inoportunamente, sobretudo através do testemunho. “Vós sois o sal da terra! Vós sois a luz do mundo! Brilhe a vossa luz diante dos homens!” Mas às vezes, somos uns cristãos muito “soft”, como o café sem cafeína ou a cerveja sem álcool, e podemos ser responsáveis por que alguns não acedam à fé. E os grupos de oração devem também ser testemunhas; a título de exemplo, dois grupos de oração apresentaram algumas actividades que desenvolveram nas suas comunidades, procurando dar testemunho da sua fé, abrindo caminhos de luz e de esperança àqueles que contactavam. Seguiu-se a Eucaristia, o momento mais alto da tarde. Na homilia, o celebrante enfatizou o facto de todos os presentes no banquete se sentirem admirados e escandalizados com o perdão dos pecados … O grande escândalo, mesmo ainda hoje, é continuarmos a dizer que Jesus perdoa os pecados; dizermos que Jesus ama, que Jesus cura, que Ele morreu por mim … óptimo. Mas levar as pessoas à necessidade do perdão dos seus pecados é um escândalo; a grande dificuldade hoje continua a ser reconhecer que somos pecadores e que não há outra forma de sermos libertos dos pecados a não ser pela intervenção de Jesus. Ele começa por dizer: “Os teus pecados estão perdoados” e só depois acrescenta: “Vai em paz”. Só depois da grande experiência do perdão (receber um grande abraço espiritual) pode haver paz. Queres que Jesus te perdoe? Vai até Ele, chora sobre os Seus pés, unge com o perfume do teu arrependimento o teu Senhor e verás que sairás em paz.

Colocado por Adosinda Alves em 17/06/2010


BENTO XVI AGRADECE D. MANUEL CLEMENTE PELO “CARINHO” COM QUE FOI RECEBIDO NO PORTO

Papa diz guardar “na memória e no coração” as imagens da missa na Avenida dos Aliados PORTO, terça-feira, 25 de maio de 2010 (ZENIT.org).- O Papa agradeceu ao bispo do Porto o "carinho" com que foi recebido na cidade e, "de modo particular, pelo grande e frutuoso empenho na convocação e dinamização" da missa celebrada a 14 de Maio. "Guardo indeléveis, na memória e no coração, as imagens daquela assembleia litúrgica apinhada na Avenida dos Aliados e ruas convergentes, vibrante de fé e serenamente devota, dando provas de ser um povo que ama a Deus e se sente amado por Deus", escreveu Bento XVI. Na mensagem, com data de 19 de Maio, o Papa faz votos para que a diocese possa "frutificar na paz e alegria", prosseguindo "no rasto de Nossa Senhora de Vandoma e de tantos Santos a quem foi dado reacender a esperança no coração e na vida diária dos homens e mulheres". "Imploro do Espírito Santo renovada efusão dos seus dons sobre o ministério de D. Manuel, seus Bispos Auxiliares e clero para levarem o seu povo a repousar e saciar-se em Deus", assinala o Papa. A carta termina com a referência à "Bênção Apostólica" concedida por Bento XVI "a todos os filhos e filhas da diocese do Porto, com menção especial dos idosos e doentes, dos jovens e crianças".

Zenit - 27-5-2010

Colocado por Adosinda Alves em 27/05/2010


Pregação da Sexta-Feira Santa de Cantalamessa: um passo para trás ou adiante?

ROMA, terça-feira, 25 de maio de 2010 (ZENIT.org). - Publicamos um artigo de autoria do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap., pregador da Casa Pontifícia, sobre as polêmicas suscitadas por sua pregação deste ano na celebração da Paixão do Senhor. * * * Passado o clamor que se seguiu à minha pregação de Sexta-Feira Santa em São Pedro, na presença do Papa, gostaria de esclarecer quais eram minhas intenções ao proferir as frases incriminadas em minha homilia, para que o incidente não prejudique o diálogo judaico-cristão, mas sim o estimule; e também para mostrar que as reações no mundo judaico não foram as mesmas. Aproveitando o fato de que neste ano a Páscoa judaica ocorria na mesma semana da Páscoa cristã, decidi fazer chegar aos judeus uma saudação da parte dos cristãos, no contexto da Sexta-Feira Santa, que sempre foi, para eles, ocasião de um sofrimento compreensível. Assim, o tema central da pregação era a oposição à violência, algo de que o povo judeu teve muita experiência ao longo dos séculos. Já em uma ocasião anterior, em 1998, numa coincidência análoga, dediquei integralmente a pregação de Sexta-Feira Santa a esclarecer as raízes do antissemitismo cristão, unindo-me aos pedidos de perdão, lançados naquele momento ao mundo judaico pelo Papa João Paulo II. A imprensa, incluindo a judaica, deu ampla cobertura ao discurso. Poucos dias antes da Sexta-Feira Santa, recebi uma carta de um amigo judeu italiano (a carta de fato existe, não se trata de uma ficção literária!); ele comparava a certos aspectos do antissemitismo às contínuas investidas contra a Igreja e o Papa, em particular o uso do estereótipo e a transferência da responsabilidade individual para a coletiva nos casos de pedofilia por parte do clero. Decidi então, com o consentimento do autor, citá-la na pregação, uma vez que me parecia um gesto de grande nobreza da parte de um judeu expressar, num momento com aquele, sua solidariedade para com o líder da Igreja Católica, um gesto que, a meu ver, encorajaria os cristãos a fazer o mesmo, em circunstâncias semelhantes, no trato com o povo judeu. Nem eu nem meu amigo pensávamos minimamente no antissemitismo da Shoá, mas sim no antissemitismo como postura cultural, algo bem mais antigo e disseminado que a Shoá. O antissemitismo, como aquele do caso Dreyfus ou aquele que consiste em atribuir a todo o povo judeu - incluindo o atual - a responsabilidade pela morte de Cristo (caso típico, aliás, de transferência de responsabilidade individual para a coletiva!). Assim entendida, a comparação não me parecia tão absurda quanto se tentou fazer crer. Poucas semanas antes, um jornalista leigo, Ernesto Galli della Loggia, escrevendo na primeira página do "Corriere della sera", denunciava a difusão, na cultura moderna, de um verdadeiro e próprio "anticristianismo". São muitos, de resto, os que consideram que, mais do que dar amor e compaixão às vítimas de pedofilia, a campanha dos veículos de comunicação é movida pelo desejo do colocar a Igreja de joelhos. É algo que lembra o "Ecrasez l'infame" ("Esmagai o infame"), de Voltaire. O ex-prefeito de Nova York, Ed Koch, em um artigo do The Jerusalem Post, escreveu: "Creio que os contínuos ataques por parte da mídia contra a Igreja Católica e o Papa Bento XVI se converteram em manifestações de anticatolicismo. A sequência de artigos sobre os mesmos eventos já não tem, a meu ver, a intenção de informar, mas sim de punir". Isto não significa, de modo algum, abafar ou amenizar a gravidade dos casos de pedofilia perpetrados pelo clero. Naquela mesma homilia eu falava, ainda que este não fosse o tema principal do discurso, da "violência contra crianças que com a qual estão seguramente manchados não poucos membros do clero". Em uma pregação à Casa Pontifícia no Advento de 2006, tomei a iniciativa de propor um dia de jejum e penitência para expressar solidariedade às vítimas da pedofilia, uma proposta que encontrou ampla repercussão junto à imprensa. Como foi possível, portanto, que estas premissas bem-intencionadas pudessem engendrar uma tempestade midiática destas proporções? Quem explica é um rabino judeu, uma semana após o incidente, no jornal israelense de maior circulação, The Jerusalem Post (11.04.2010), em um artigo intitulado, "Somos maus ouvintes". Vale a pena retomar algumas partes deste texto, pois mostram como, quando corretamente entendida, minha pregação não representa um passo para trás no diálogo com os judeus, mas sim um passo adiante. Devo pensar, escreve o rabino Alon Goshen Gottstein, que nenhum dos porta-vozes judeus que criticaram as afirmações do pregador leu sua homilia. Estes, muito provavelmente, reagiram a um jornalista que pediu para que comentasse um acerta frase, e deram respostas referentes àquela frase. Os jornalistas, extrapolando uma citação de um texto mais longo, fixam os termos do problema, os porta-vozes judeus respondem, e assim nasce uma história, se cria um escândalo... Uma consulta àquilo que o pregador franciscano realmente disse nos fornece uma história diferente, sobre a qual o mínimo que se pode dizer é que dissipa a impressão negativa gerada pelas frases que constituíram os títulos dos jornais. A homilia da Sexta-Feira Santa foi, por séculos, o momento mais temido pelos judeus. Após ter escutado tal homilia, as multidões saíam pelas ruas e os judeus temiam por suas vidas. As representações teatrais da Paixão de Cristo eram fonte constante de violência contra os hebreus... Tendo estas imagens na lembrança, surpreende notar aquilo que o Pe. Cantalamessa realmente disse naquela ocasião. Ele aproveita o momento na Basílica de São Pedro para, diante do Papa, desejar "Boas festas de Páscoa" aos judeus! Mas o pregador não se detém aí: saúda a nós, judeus, com palavras tomadas da Mishna, citadas no Hagadda, o mais popular dos textos hebraicos. Pensar nos judeus como irmãos de fé durante a liturgia papal de Sexta-Feira Santa é o fruto de décadas de trabalho no campo das relações judaico-cristãs. Que tal coisa possa ter sido dita desta forma é que deveria ter sido notícia... Nós não pudemos observar tudo isso porque notamos apenas a comparação entre os violentos ataques contra a Igreja e aqueles perpetrados contra os judeus. E mesmo neste caso, nos omitimos de escutar por inteiro a voz do judeu citado pelo padre franciscano. "Há apenas uma resposta adequada diante dos fatos: o reconhecimento do significado sereno e profundo do que ocorreu e dizer: Obrigado, Pe. Cantalamessa!" O Pe. Cantalamessa ofereceu os devidos pedidos de desculpas, mas também nós devemos pedir desculpas por nossa falta de não ter escutado a mensagem tal qual fora pronunciada, por ter permitido à mídia criar uma falsa história, ignorando a verdadeira. A batalha contra as apresentações seletivas e superficiais de nossa mensagem religiosa é uma batalha comum, na qual as vozes das pessoas de todas as religiões devem colaborar. "O tema da homilia do pregador era contra a violência. Estes últimos fatos serviram para nos mostrar que também escutá-lo mal pode ser fonte de violência". À voz do rabino de Jerusalém se uniu também a de Guido Guastalla, assessor para a cultura da comunidade hebraica de Livorno, em um artigo publicado pelo Cultura cattolica e reproduzido no L'Osservatore Romano de 19 de abril de 2010. Por conta de minha pregação, parte da opinião pública e da imprensa italiana promoveu, nos dias que se seguiram à Páscoa, uma campanha para suspender a laurea honoris causa em Ciências da Comunicação que a Universidade de Macerata havia decretado me conceder. Mais uma vez, foi uma judia, a docente de biologia Marisa Levi, cujo pai perdera sua cadeira durante o regime fascista, quem assumiu minha defesa. Em uma carta de apoio ao Reitor, notava: "O fato de terem sido escritas por um judeu tornavam muito mais significativas aquelas palavras de solidariedade ao Papa, citadas pelo Pe. Cantalamessa. Para além deste caso específico, preocupo-me muito com um sistema de informação que, partindo de palavras deliberadamente selecionadas e fora de contexto, as divulga com extrema rapidez, sem saber o que de fato a pessoa disse na verdade". Espero que esta nota sirva para tranquilizar meus leitores e ouvintes espalhados pelo mundo, desconcertados por aquilo que leram e ouviram na mídia e, principalmente, para convencer meus amigos judeus que meus sentimentos para com eles não mudaram e que eles têm, no pregador da Casa Pontifícia, um promotor, e não um inimigo do diálogo com eles.

Zenit - 27-5-2010

Colocado por Adosinda Alves em 27/05/2010


Assembleia mensal de Maio

Ecos da Assembleia de Maio No passado dia 16, realizou-se a habitual assembleia mensal do Renovamento Carismático Católico do Porto, com o tema “A CARIDADE”. Depois do acolhimento, uma oração forte de invocação do Espírito Santo para que Ele derramasse abundantemente os Seus dons sobre as várias centenas de irmãos presentes, preparando a entrada solene da imagem daquela que foi inteiramente cheia da Sua graça, Maria. Acolhida por um elemento de cada grupo de oração, com um ramo de flores numa mão e o terço na outra, ficou ali a rezar connosco, rodeada pelas flores e pelas velas acesas. O assistente diocesano, Pe Magalhães, falou-nos então de Maria como uma mulher do povo, muito semelhante a qualquer de nós, com uma família semelhante à nossa, que conhecia os anseios do seu povo, que sentia as dificuldades, as alegrias, os sucessos da sociedade em que estava inserida, das crises que a atravessava. Mas uma mulher perfeitamente imbuída das virtudes teologais: uma mulher de Fé, passando certamente muito tempo de joelhos e mãos levantadas; uma mulher de Esperança, que não desesperava perante as dificuldades mas se mantinha fiel, segura e tranquila, olhando o futuro com a certeza de que a vitória seria sempre de Deus; uma mulher de Caridade, sempre solícita, criando um ambiente à sua volta onde era bom estar. Deus era a origem de tudo e por isso o seu coração aumentava em amor. Uma encenação do cap. 13 da 1ª carta de S. Paulo aos Coríntios, em que o Apóstolo afirma que “ Agora, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade, mas a maior de todas é a caridade”, seguindo-se o maravilhoso, mas exigente, hino ao amor (vs 4-8) interpelou significativamente todos os presentes, conduzindo-nos a uma oração espontânea de louvor a Deus pelo imenso amor derramado nas nossas vidas. A eucaristia foi o momento maior de toda a assembleia, bebendo o Amor vindo ao nosso encontro, primeiro na mesa da Palavra e depois na mesa da Eucaristia, recebendo- o numa intimidade profunda e doce. Na homilia, vimos como o coração dos discípulos, depois da Páscoa, não tinha mudado nada; a imagem que tinham de Jesus morto e ressuscitado era a de um Jesus vitorioso e julgavam tudo resolvido. Mudar os corações, as mentalidades, renovar se interiormente é difícil; estar no Renovamento é muito bom, mas estar em Renovamento é muito mais sério, é deixar que seja Ele a conduzir a nossa vida. Por isso, Jesus ficou mais 40 dias depois da Páscoa a fazer um curso intensivo de Renovamento … mas eles ainda continuavam a olhar para o alto e é preciso que lhes diga: Ide para a vossa vida, agora a salvação do mundo é convosco. Muitas vezes, esperamos que Deus faça tudo, mas não basta levantar as mãos para o céu, é preciso estendê-las para o trabalho, fazer o que está ao nosso alcance. E despediu-se, abençoando-os. E nós devemos, como Ele ser homens e mulheres de bênção e bênção significa amabilidade, paciência, competência. Que Maria, a Mulher da Fé, da Esperança e da Caridade nos ensine a espalhar ao nosso redor sinais de bênção.

Colocado por Adosinda Alves em 20/05/2010


Ecos da Assembleia de Abril

Subordinada ao tema “REAVIVA A CHAMA DO PENTECOSTES”, realizou-se nos dias 16, 17 e 18, a XXXV Assembleia do Renovamento Carismático da Diocese do Porto. Na sexta à noite, depois do acolhimento e saudação de boas-vindas pelo coordenador diocesano, o assistente diocesano, Pe. Magalhães, recordou o início do RC, o seu desabrochar fulgurante, na força do Espírito Santo e a rapidez com que a centelha inicial foi crescendo e se foi propagando ao mundo inteiro … Mas os anos foram passando e o fogo foi esmorecendo, donde a necessidade de reavivar essa chama; assim, surgiu o tema e o convite ao Pe. Raniero Cantalamessa para o desenvolver, uma vez que ele próprio, como depois testemunhou, sentiu a sua vida de consagrado radicalmente transformada por essa corrente de graça derramada sobre a Igreja, após o concílio Vaticano II. Sempre nesse espírito de súplica por um novo Pentecostes, foi entregue um círio aceso no círio pascal a cada responsável dos grupos de oração, das comunidades e das dioceses presentes na assembleia, na alegre expectativa de que ele seja o símbolo de um novo vigor e entusiasmo na proclamação de Cristo Senhor Vivo e Ressuscitado. No sábado, após três ensinamentos muito fortes e motivadores para uma vivência séria da fé, na total rendição ao senhorio de Jesus, seguiu-se um tempo de adoração que permitiu a meditação silenciosa no que nos tinha sido proclamado e a preparação da aceitação pessoal de Jesus Cristo como único Senhor das nossas vidas. E o dia terminou com uma chuva de graças derramadas por Deus, cheio de Amor e Misericórdia pelos Seus filhos, cujas angústias e necessidades Ele bem conhece. O domingo, após as laudes, tivemos um último ensinamento do orador que nos desafiou a sermos verdadeiros anunciadores do Amor de Deus e portadores de Esperança, já que cremos num Senhor Vivo e Ressuscitado e nos nossos ouvidos ficaram as palavras de S. Paulo: “Se com a boca proclamares que Jesus é o Senhor e com o coração acreditares que Deus o ressuscitou dos mortos, então serás salvo”. Pedimos ao Senhor que tudo aquilo que ouvimos nestes dias, desça ao nosso coração, aí crie raízes firmes e depois suba aos nossos lábios para transmitirmos esta Boa-Nova aos nossos irmãos. A Eucaristia de encerramento, presidida pelo nosso bispo veio confirmar e consolidar tudo o que aprendemos e vivenciamos nestes dias. Com a sua alegria habitual, o Sr. D. Manuel, comentando as leituras escutadas, relembrou que tudo o que aconteceu há 2000 anos com Jesus logo a seguir à Sua ressurreição aparecendo aos seus discípulos, connosco aqui, nesta celebração continua a acontecer exactamente o mesmo e quem une o que aconteceu então e o que acontece agora é o Espírito de Deus que faz com que todos aqueles acontecimentos sejam os nossos acontecimentos e que a Igreja de Jesus Cristo seja uma realidade viva; por isso, quando queremos fazer tudo a partir de nós mesmos, com o nosso esforço, não resulta – os discípulos pescaram toda a noite e nada apanharam … mas com Jesus, a pesca foi abundante. E connosco? Sabendo que com a Ressurreição de Jesus Cristo está tudo resolvido, como podemos celebrar a Eucaristia, coração da nossa fé … e logo a seguir … voltar tudo ao mesmo? E interpelou-nos: será que na verdade acreditamos? Não podemos comportar-nos como os outros que não têm fé e por isso não têm esperança. Se vivemos da ressurreição de Jesus e da força do Seu Espírito, temos de ser novas criaturas e fazer, não as nossas coisas mas as coisas Dele, como Ele disser, sem medo e assim alargaremos as fronteiras da Páscoa.

Colocado por Administrador em 26/04/2010


PEREGRINAÇÃO À TERRA SANTA

26 Julho a 2 de Agosto de 2010

LUGARES LIMITADOS
INSCRIÇÕES ATÉ 18 DE MAIO DE 2010

Preço previsto por pessoa em quarto duplo:
Mínimo de 30 participantes ......................................................................... € 1.190,00
Mínimo de 25 participantes ......................................................................... € 1.205,00
Mínimo de 20 participantes ......................................................................... € 1.225,00
Suplemento individual …………….............................................................. € 295,00
(Taxa de combustível incluída, mas sujeita a alteração devido à constante variação de preços)
*** OBRIGATÓRIO PASSAPORTE COM VALIDADE MÍNIMA DE 6 MESES ***
PEREGRINAÇÃO À TERRA SANTA
26 Julho a 2 de Agosto de 2010

SERVIÇOS INCLUÍDOS
Passagem aérea em voos regulares, com direito ao transporte de 20 kg de bagagem;
Taxas aeroportuárias;
Transporte em autocarro de turismo dos aeroportos aos hotéis e vice-versa;
Circuito em autocarro privativo de turismo com ar condicionado;
Estadia em hotéis de primeira categoria, em quarto com banho ou duche;
Refeições de acordo com o presente programa de viagem (menú fixo);
Excursões e visitas de acordo com o presente programa;
Guia acompanhante durante todo o circuito;
Taxas de turismo e serviço;
Seguro de viagem;
Saco de viagem.

SERVIÇOS NÃO INCLUÍDOS
Bebidas às refeições, refeições especiais ou não mencionadas, bagageiros, entradas em museus e monumentos quando não esteja explicito a visita do interior, extras de carácter pessoal e tudo o que não esteja devidamente especificado no presente programa.

ALTERAÇÃO DE PREÇOS
Os preços constantes neste programa estão baseados nos custos dos serviços e taxas de câmbio vigentes à data da impressão deste programa, e para o número de
passageiros indicado, pelo que estão sujeitos à alteração que resulte de variações no custo de transportes ou dos combustíveis, de direitos, impostos, taxas e flutuações cambiais ou da diminuição do número de participantes.

Programa preliminar da viagem

26 Jul – PORTO / BRUXELAS / TEL AVIV
Comparência no Aeroporto do Porto em hora a informar. Formalidades de embarque assistidas por um delegado da Geostar. Partida no voo da SN com destino a Tel Aviv, com mudança de avião em Bruxelas. Refeição ligeira a bordo. Chegada ao aeroporto Ben Gurion às 00h20. Assistência e transporte para o hotel. Alojamento.

27 Jul - TELAVIV / JAFFA / CESAREIA / HAIFA / S. JOÃO DE ACRE / NAZARÉ
Pequeno almoço e partida para visitar Jaffa, tão ligada a episódios do Antigo e do Novo Testamentos. Aqui lembraremos o profeta Jonas, assim como as visitas dos
emissários de Cornélio a S. Pedro (possibilidade de Celebração da Eucaristia). Partida em direcção a Cesareia. Visita das ruínas arqueológicas, onde se destaca o Teatro Romano e o Hipódromo. A viagem prossegue para Haifa. Subida ao Monte Carmelo e visita do Convento de Stela Maris, onde se encontra a Gruta do profeta Elias. Almoço. Continuação para Acre. Visita desta cidade ligada aos Cruzadas. A viagem prossegue para Nazaré. Chegada ao hotel. Instalação, jantar e alojamento.

28 Jul – NAZARÉ / CAFARNAUM / MONTE TABOR / NAZARÉ
Pequeno almoço no hotel e partida para visita à zona de Cafarnaum. Subida ao Monte das Bem Aventuranças (possibilidade de Celebração da Eucaristia), Tabga (Igreja da Multiplicação dos Pães e dos Peixes) e Igreja do Primado. Visita à Cidade de Jesus (Sinagoga e Casa de S. Pedro). Partida em barco para Tiberíades. Almoço junto ao Lago. Partida em direcção ao Monte Tabor. Subida em táxis e visita da Igreja da Transfiguração. Regresso ao autocarro e partida para junto do Rio Jordão onde evocaremos o Baptismo de Jesus. Regresso a Nazaré. Jantar e alojamento.

29 Jul – NAZARÉ / CANÃ / MAR MORTO / JERUSALÉM
De manhã, pequeno almoço no hotel e saída com destino à Basílica da Anunciação (possibilidade de Celebração da Eucaristia). Visita da Igreja de S. José. Continuação da viagem para Canã, onde se encontra a Igreja que nos lembra o 1º Milagre de Jesus. Almoço e partida para a zona do Mar Morto, onde poderá observar as Grutas de Qumram. Partida para Jerusalém. Chegada e vista panorâmica da Cidade Santa, do cimo do Monte Scopus. Transporte ao hotel. Jantar e alojamento.

30 Jul - JERUSALÉM / EIN KAREN / BELÉM / JERUSALÉM
Após o pequeno almoço, partida para Ein Karen. Visita da Igreja da Visitação e o lugar do nascimento de São João Baptista. Continuação para Belém (mudança de
autocarro). Visita da Igreja da Natividade, com guia local, e Igreja de Santa Catarina (possibilidade de Celebração da Eucaristia). Almoço. Regresso a Jerusalém (mudança de autocarro) e continuação até às Portas de Jaffa. Tempo livre no bairro Árabe. Regresso em autocarro ao hotel. Jantar e alojamento.

31 Jul – JERUSALÉM
Pequeno almoço e partida em autocarro para visitar o Muro das Lamentações e as Mesquitas de Omar e El Aksa. Continuação para se iniciar a Via Sacra. Igreja de Santa Ana, Piscina Probática, Litostrotos, Arco Ecce Homo e restantes estações até ao Santo Sepulcro (possibilidade de Celebração da Eucaristia). Almoço. De tarde, visita à nova Knesset (Parlamento), Maqueta da Cidade, Tempo de Cristo e o Grande Candelabro. Visita à Sinagoga de Jerusalém. Regresso ao hotel. Jantar e alojamento.

1 Ago – JERUSALÉM / TEL AVIV / BRUXELAS
Após o pequeno almoço partida para o Monte das Oliveiras, de onde se tem uma magnífica vista da Cidade Santa. Visita à Capela da Ascensão, Igreja do Pater Noster e Igreja Dominus Flevit (descida a pé). Chegada à Igreja das Nações e visita ao Túmulo da Virgem e Gruta da Traição. Continuação para o Monte Sião, Cenáculo, Túmulo do Rei David e Igreja da Dormição (possibilidade de Celebração de Eucaristia). Almoço durante as visitas. Ao final do dia, transporte a restaurante em Tel Aviv para jantar de despedida. No fim do jantar, transporte ao Aeroporto. Formalidades de embarque e partida com destino a Bruxelas. Noite a bordo.

2 Ago – ... BRUXELAS / PORTO
Chegada a Bruxelas. Mudança de avião e continuação da viagem até ao Porto.
Chegada, formalidades de desembarque e FIM DA VIAGEM

Colocado por Administrador em 31/03/2010


Retiro da Quaresma


Foi nos dias 12-13-e 14 de Março na casa de S Paulo em Cortegaça
Foram dias de Oração, Adoração, Louvor, Silêncio e Partilha, vividos na presença do ESPÍRITO SANTO.
“Não é o que eu vos disser que tem importância, mas sim o que vai dizer o ESPÍRITO SANTO.”
Foi com estas palavras que o Sr Pe Magalhães iniciou as conferências deste retiro.
Falou-nos também das dificuldades que muitas vezes temos em rezar, porque rezar é confrontarmo-nos com DEUS e diante d’ Ele expomos ao Seu olhar a nossa infidelidade. O quanto andamos descentrados de Deus.
A nossa forma de rezar espelha que tipo de comportamento temos na nossa vida de fé.
Todos os ensinamentos foram precedidos da apresentação de slides, o que nos dava um maior entendimento e predisposição para a reflexão. (Lá diz o povo; “o que eu ouço esqueço, mas o que vejo recordo”).
A primeira apresentação, mostrou-nos a história duma rã, que, gradualmente se foi adaptando ao aquecimento da água onde nadava e quando se apercebeu do calor já não teve força para saltar fora.
Com esta história pudemos perceber as artimanhas do inimigo para baixarmos a guarda, enquanto progressivamente vamos permitindo que se ataquem os valores, morais e cristãos, tais como; a família, a vida, a formação cristã. Enfim começamos a aceitar com naturalidade todos estes ataques. Precisamos conhecer esta metodologia diabólica, para mos defendermos, caso contrário, quando dermos conta, já estamos envolvidos neste processo.
Fomos questionados sobre o que entendíamos sobre o jejum! – Ficamos esclarecidos!
Jejuar hoje, não pode ficar simplesmente por não comer carne; mas sim, fazermos jejum de tudo o que não agrada a Deus e festejar tudo, o que nos identifica como cristãos, cheios da Sua misericórdia.
A quaresma não deve ter uma carga pessimista. O roxo não é cor de morte, é antes, cor para meditação.

O que é a Graça Divina?
É Luz. – Luz que revela os contornos do interior.
É Força. – Força que anima e nos ajuda a transformar o sofrimento em dom
É Sorriso – Sorriso que aproxima as pessoas
É Generosidade – Generosidade que procede do coração.
Misericórdia.
A Misericórdia de Jesus provem do coração.
A Misericórdia de Jesus é exigente, leva-nos por caminhos árduos até encontrarmos a verdade absoluta sobre nós próprios. -É algo que nos eleva, não cria dependência. -Leva-nos a reconhecermos quem somos e como somos.
Sobre a Misericórdia ficam-nos três perguntas!:
1ªAcredito na Misericórdia de Deus para comigo?
2ª Procuro-A com verdade, especialmente na reconciliação?
3ª Tenho crescido eu próprio em misericórdia à maneira de Jesus?
Este resumo é um pouco do que nos foi dado viver até domingo. -Sim até domingo; porque o domingo foi diferente. Foi vivido inteiramente em intimidade com Jesus!

BEM-HAJAM toda a equipa diocesana e o Sr Pe Magalhães que ao longo destes anos nos tem enriquecido com a sua sabedoria.
Com carinho Emérita

Colocado por PM em 21/03/2010


Aniversário

Foi bonito ver a igreja paroquial de Sermonde em Gaia cheia (consultar galeria) com uma assembleia muito participante e entusiasta a celebrar mais um ano de vida e de bênçãos do Senhor nos quatro grupos que se reuniram em acção conjunta de graças. Aconteceu no dia 16 de Fevereiro deste ano. Foi belo ter os párocos de Sermonde e de Gulpilhares a concelebrar com o assistente diocesano, lamentando-se que os outros dois párocos não tenham podido, contra a sua vontade, estar presentes uma vez que se encontravam em actividades pastorais. É de facto pelo segundo ano que os grupos de oração Fermento de Amor (Sermonde), Estrela da Manhã (Arcozelo), Sol Nascente (S. Felix da Marinha) e Rainha dos Anjos (Gulpilhares) fazem em conjunto a celebração anual. Fomos convocados para uma maior consciência do lugar que tem no Renovamento o louvor.

Colocado por PM em 04/03/2010


Atendimento Quinzenal

A Equipa Diocesana estará disponível para atendimento aos responsáveis dos grupos, de quinze em quinze dias, a começar no dia 17/2 com o seguinte calendário:
1ª e 3ª quarta-feira de cada mês das 17h às 19
2ª e 4ª quarta-feira de cada mês das 21h às 23h
O atendimento é na sala 228 da Casa Diocesana de Vilar.
Contacto telefónico: 226056000

Colocado por PM em 11/02/2010